
Nascimento:
16 de abril de 1927
Ordenação Sacerdotal:
29 de junho de 1951
Sagração Episcopal
28 de maio de 1977
Titulação Cardinalícia:
27 de junho de 1977
Eleição Papal:
19 de abril de 2005
Joseph Ratzinger nasceu em Marktl AM Inn, diocese de Passau (Alemanha), em 16 de Abril de 1927. Seu pai era um comissário da polícia e sua mãe era filha de artesãos em Rimsting. Passou a sua infância e adolescência em Traunstein, próximo a fronteira com a Austria, num ambiente descrito por ele próprio como “Mozarteano”, onde recebeu sua formação cristã, humana e cultural.
O período da sua juventude foi quando o regime nazista mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica, hostilidade contra a qual ele felizmente havia recebido preparação suficiente através da fé e da educação proveniente de sua família. O jovem Joseph presenciou a cena em que os nazistas açoitaram um pároco antes da celebração da Santa Missa. Mas foi precisamente nesta situação difícil, onde ele descobriu a beleza e a verdade da fé em Cristo.
Nos últimos meses da II Guerra Mundial, Joseph Ratzinger foi arrolado nos serviços auxiliares anti-aéreos. Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de Junho de 1951 e um ano depois iniciou sua atividade como professor da Escola Superior de Freising. Em 1953, doutorou-se em Teologia com a tese “Povo e Casa de Deus na Doutrina da Igreja de Santo Agostinho”. Quatro anos depois, conseguiu a habilitação para a docência. De 1962 a 1965, prestou um notável contributo ao Concílio Vaticano II como “Perito”: viera como consultor teológico do Cardeal Joseph Frings, Arcebispo de Colônia. A partir de 1969, passou a ser catedrático de Dogmática e História do Dogma na Universidade de Ratisbona, onde ocupou também o cargo de Vice-Reitor. Sua intensa atividade científica o levou a exercer cargos importantes ao Serviço da Conferência Episcopal Alemã e na Comissão Teológica Internacional.
Em 28 de maio de 1977, recebeu a sagração episcopal. Joseph Ratzinger foi o primeiro sacerdote diocesano, depois de oitenta anos que assumiu o governo pastoral da grande arquidiocese bávara. Seu lema episcopal: “Colaborador da Verdade”. Paulo VI batizou-o Cardeal, do título presbiteral de “Santa Maria da Consolação no Tiburtino”, no Consistório de 27 de Junho desse mesmo ano. Em 1978, participou no Conclave, celebrado de 25 a 26 de Agosto, que elegeu João Paulo I; este nomeou-o seu Enviado especial ao III Congresso Mariológico Internacional que teve lugar em Guayaquil (Equador) de 16 a 24 de Setembro.
João Paulo II nomeou-o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional, em 25 de Novembro de 1981. No dia 15 de Fevereiro de 1982, renunciou ao governo pastoral da arquidiocese de München e Freising. O Papa elevou-o à Ordem dos Bispos, atribuindo-lhe a sede suburbicária de Velletri-Segni, em 5 de Abril de 1993. Desde 13 de Novembro de 2000, era Membro honorário da Academia Pontifícia das Ciências. Na Cúria Romana recebeu diversas atribuições, como a de Membro do Conselho da Secretaria de Estado para as Relações com os Estados, entre muitas outras.
Entre as suas numerosas publicações, ocupam lugar de destaque o livro “Introdução ao Cristianismo”, e o livro “Dogma e Revelação” (1973), uma antologia de ensaios, homilias e meditações, dedicadas à pastoral. No decurso dos anos, continuou abundante a série das suas publicações, constituindo um ponto de referência para muitas pessoas, especialmente para os que queriam entrar em profundidade no estudo da teologia. Em 1985 publicou o livro-entrevista “Relatório sobre a Fé” e, em 1996, “O sal da terra”.
Diante da Academia Católica Bávara pronunciou, em conferência sobre o tema “Por que continuo ainda na Igreja?”, palavras e postura que exerceu grande ressonância. Nesta ocasião, com a sua habitual clareza, afirmou que “Só na Igreja é possível ser cristão, não ao lado da Igreja”.
Recebeu numerosos doutoramentos “Honoris Causa”: pelo College of St. Thomas em St. Paul (Minnesota, Estados Unidos), em 1984; pela Universidade Católica de Eichstätt, em 1987; pela Universidade Católica de Lima, em 1986; pela Universidade Católica de Lublin, em 1988; pela Universidade de Navarra (Pamplona, Espanha), em 1998; pela Livre Universidade Maria Santíssima Assunta (LUMSA, Roma), em 1999; pela Faculdade de Teologia da Universidade de Wroclaw (Polónia) no ano 2000.
Com o falecimento do papa João Paulo II, foi convocado um novo conclave que elegeu então o cardeal Joseph Ratzinger como novo papa, que adotou o nome de Papa Bento XVI.